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Assinatura simbólica realizada na abertura da principal conferência nuclear da América Latina marcou a aproximação entre universidade, instituto de pesquisa e setor tecnológico, ampliando oportunidades de formação prática para estudantes da graduação.
A abertura da International Nuclear Atlantic Conference, INAC 2026, realizada no dia 24 de agosto, no Rio de Janeiro, foi marcada por um momento de especial importância para os estudantes de Engenharia Nuclear da UFRJ: a assinatura simbólica do Termo de Abertura de Estágio envolvendo a Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Instituto de Engenharia Nuclear, IEN/CNEN, e a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A., AMAZUL.
Participaram da assinatura a estudante de graduação em Engenharia Nuclear da UFRJ Gabriely Carvalho da Silva (selecionada para o estágio), o Vice-Almirante Newton de Almeida Costa Neto, diretor-presidente da AMAZUL, Cristóvão Araripe Marinho, diretor do IEN/CNEN, e o professor Giovanni Laranjo de Stefani, chefe do Departamento de Engenharia Nuclear da Escola Politécnica da UFRJ.
Mais do que um ato protocolar, a cerimônia teve um importante significado simbólico. Ao reunir uma estudante de graduação, representantes de instituições de pesquisa e desenvolvimento tecnológico e a Universidade em torno do mesmo documento, a assinatura destacou quem está no centro da iniciativa: os próprios alunos e sua formação para atuar no setor nuclear brasileiro.
A proposta busca ampliar a aproximação dos estudantes com ambientes profissionais, científicos e tecnológicos ainda durante a graduação. Por meio do programa, os alunos poderão ter contato com pesquisadores, especialistas, laboratórios e projetos relacionados a diferentes áreas da Engenharia Nuclear, complementando a formação recebida em sala de aula e nos laboratórios da Universidade.
O Instituto de Engenharia Nuclear possui infraestrutura de pesquisa e desenvolvimento em diferentes áreas de interesse para a formação dos futuros engenheiros nucleares, enquanto a AMAZUL participa de projetos estratégicos associados ao desenvolvimento tecnológico e ao setor nuclear brasileiro. A participação da UFRJ na iniciativa fortalece, dessa forma, a integração entre formação acadêmica, pesquisa, inovação e atuação profissional.
A presença de Gabriely Carvalho da Silva na cerimônia tornou esse significado ainda mais evidente. Ao representar os estudantes de graduação no momento da assinatura, a aluna simbolizou justamente o objetivo maior da parceria: criar caminhos para que a nova geração de engenheiros nucleares tenha contato direto com as instituições, os profissionais e os desafios que encontrará ao longo de sua trajetória profissional.
Para os estudantes, iniciativas dessa natureza representam uma oportunidade de conhecer diferentes possibilidades de atuação dentro da Engenharia Nuclear, participar de atividades técnico-científicas e compreender, ainda durante a graduação, como os conhecimentos desenvolvidos na Universidade se conectam aos projetos conduzidos pelas instituições do setor.
A assinatura realizada durante a INAC 2026 também reforça o papel da Universidade na formação de profissionais capazes de contribuir com o desenvolvimento científico e tecnológico do país. A parceria reúne instituições com funções complementares: a UFRJ na formação acadêmica e científica, o IEN/CNEN na pesquisa e no desenvolvimento tecnológico e a AMAZUL na atuação em projetos estratégicos nacionais.
Realizar a assinatura durante a abertura da INAC, principal encontro do setor nuclear da América Latina, acrescentou ainda mais significado ao momento. Diante de pesquisadores, estudantes, profissionais, representantes institucionais e empresas do setor, a iniciativa mostrou que a formação de novos profissionais é também uma questão estratégica para o futuro da área nuclear brasileira.
Ao colocar uma estudante de graduação ao lado das lideranças institucionais no momento da assinatura, a cerimônia sintetizou de maneira simples o espírito da iniciativa: aproximar quem está começando sua formação daqueles que hoje constroem a ciência, a tecnologia e a engenharia nuclear no Brasil.
Legenda da foto: Gabriely Carvalho da Silva, estudante de Engenharia Nuclear da UFRJ; Vice-Almirante Newton de Almeida Costa Neto, diretor-presidente da AMAZUL; Cristóvão Araripe Marinho, diretor do IEN/CNEN; e Giovanni Laranjo de Stefani, chefe do Departamento de Engenharia Nuclear da Escola Politécnica da UFRJ, durante a assinatura simbólica do Termo de Abertura de Estágio na cerimônia de abertura da INAC 2026.
Fotos: Heitor Reis, fotógrafo oficial da INAC, gentilmente cedidas pela ABEN.
Nesta quinta-feira, 3 de setembro, o professor Roberto Zanino, do Politecnico di Torino (PoliTo), esteve na Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para dar continuidade às discussões de cooperação acadêmica entre as duas instituições na área de Engenharia Nuclear.
Durante a visita, Zanino se reuniu com o professor Alan Miranda Monteiro de Lima, coordenador do Programa de Engenharia Nuclear da COPPE/UFRJ, e com o professor Giovanni Laranjo de Stefani, chefe do Departamento de Engenharia Nuclear da Escola Politécnica da UFRJ. A conversa teve como um dos principais temas as tratativas relacionadas à proposta de duplo doutoramento entre a UFRJ e o Politecnico di Torino, iniciativa que vem sendo construída ao longo de 2026.
A aproximação ganhou impulso a partir de encontros realizados no PoliTo, em Torino, no mês de abril, quando representantes das instituições discutiram possibilidades de cooperação envolvendo formação de pesquisadores, mobilidade acadêmica, orientação conjunta e desenvolvimento de atividades de pesquisa. Desde então, a proposta de duplo doutoramento vem passando pelas discussões acadêmicas, administrativas e institucionais necessárias para avaliar sua eventual implementação.
Na reunião desta quinta-feira, também foi apresentada uma nova possibilidade de ampliação da parceria, desta vez voltada à formação de estudantes de graduação. A proposta busca explorar formas de aproximar alunos da Engenharia Nuclear da UFRJ das atividades acadêmicas e científicas desenvolvidas pelo PoliTo, criando possibilidades futuras de mobilidade, integração entre grupos de pesquisa e continuidade da formação acadêmica entre graduação e pós-graduação.
A nova frente encontra-se em fase inicial de discussão e deverá ser analisada pelas instituições quanto aos formatos acadêmicos e administrativos possíveis. Da mesma forma, as tratativas relativas ao duplo doutoramento permanecem em andamento. A reunião não teve caráter deliberativo e não resultou na formalização de novos acordos.
A visita reforçou o diálogo entre a UFRJ e o Politecnico di Torino e abriu espaço para a construção de propostas que poderão, após análise pelas instâncias competentes das duas universidades, ampliar a cooperação internacional na formação de estudantes e pesquisadores em Engenharia Nuclear.
Nos dias 11 e 12 de agosto, a Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (SecNSNQ), em parceria com a Sociedade Brasileira de Proteção Radiológica (SBPR), promoveu a realização do curso “Conceitos Básicos de Aplicações Pacíficas das Tecnologias Nucleares para Comunicação Estratégica”, organizado e ministrado pela Sociedade Brasileira de Proteção Radiológica (SBPR).
A iniciativa teve como objetivo ampliar o conhecimento sobre o uso seguro e responsável das tecnologias nucleares, destacando sua importância para o desenvolvimento científico, tecnológico e socioeconômico do país. Ao longo da programação, foram abordadas aplicações em áreas estratégicas como saúde, agricultura, indústria, meio ambiente e geração de energia, evidenciando a contribuição da tecnologia nuclear para a melhoria da qualidade de vida da população.
A abertura foi conduzida pelo Dr. Josilto de Aquino, Presidente da SBPR. Na sequência, a Prof.ª Dr.ª Denise Levy, Diretora de Comunicação da SBPR, conduziu as atividades do primeiro dia. No segundo dia, o Prof. Samir T. Torres, físico e Diretor-Tesoureiro da SBPR, integrou a programação, contribuindo para o aprofundamento dos conteúdos.
O curso também proporcionou um espaço para a troca de experiências entre profissionais de diferentes instituições, incentivando o debate sobre os avanços científicos, os desafios regulatórios e as perspectivas para o fortalecimento do setor nuclear brasileiro.
A realização da atividade reforça o compromisso da SecNSNQ e da SBPR com a disseminação do conhecimento científico e com a formação de recursos humanos qualificados, promovendo o uso das tecnologias nucleares exclusivamente para fins pacíficos e em conformidade com os princípios de segurança, proteção radiológica e não proliferação.
Mais informações sobre a iniciativa podem ser consultadas na publicação da SecNSNQ e nos canais oficiais das instituições responsáveis.
Fonte: LinkedIn
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) firmou um importante acordo de cooperação estratégica com uma instituição chinesa para fortalecer a pesquisa, a inovação e a formação de recursos humanos na área nuclear. A parceria amplia a internacionalização da Universidade e consolida novas oportunidades de colaboração científica entre Brasil e China.
O acordo foi assinado durante agenda institucional voltada à expansão das relações acadêmicas internacionais e prevê o desenvolvimento conjunto de projetos de pesquisa, intercâmbio de pesquisadores, estudantes e docentes, além da cooperação em temas estratégicos relacionados à energia nuclear, tecnologias avançadas e inovação científica.
A iniciativa busca aproximar grupos de excelência dos dois países, promovendo pesquisas colaborativas em áreas de interesse comum e fortalecendo a participação da UFRJ em redes internacionais de conhecimento. Entre os objetivos da parceria estão o compartilhamento de infraestrutura científica, o desenvolvimento de projetos de alto impacto e a formação de profissionais altamente qualificados para o setor nuclear.
A cooperação também representa um passo importante para ampliar a presença da universidade em iniciativas internacionais voltadas ao desenvolvimento de tecnologias nucleares voltadas à geração de energia, aplicações industriais, saúde e sustentabilidade.
A assinatura do acordo reforça o compromisso da UFRJ com a internacionalização da pós-graduação e da pesquisa, estimulando a criação de projetos conjuntos, publicações científicas, mobilidade acadêmica e intercâmbio de conhecimentos entre instituições brasileiras e chinesas.
Além de fortalecer as relações científicas entre os dois países, a parceria contribui para ampliar oportunidades de inovação tecnológica e desenvolvimento de soluções em uma área considerada estratégica para o futuro da energia e da ciência.
A cooperação reafirma o protagonismo da UFRJ na pesquisa nuclear e sua atuação na construção de parcerias internacionais capazes de gerar impactos científicos, tecnológicos e sociais de longo prazo.
Fonte: UFRJ
A Coppe/UFRJ promove o Hackathon IA Coppe 2026, iniciativa voltada ao desenvolvimento de soluções de inteligência artificial para enfrentar desafios reais relacionados à transição energética e à descarbonização.
Com o tema “Dados reais, desafios reais, soluções com IA”, o Hackathon é promovido pela Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ e pela Made in Rio, em parceria com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), AWS, LNCC e a Prefeitura do Rio de Janeiro, com patrocínio da OceanPact, Visagio, Sebrae e Aperj.
A proposta é reunir estudantes, profissionais, pesquisadores e startups interessados em utilizar inteligência artificial, ciência de dados e tecnologia para desenvolver soluções aplicadas a problemas concretos do setor energético.
Um dos principais diferenciais do Hackathon será o acesso dos participantes a dados do ONS, que poderão ser explorados para identificar padrões, testar hipóteses e desenvolver modelos e ferramentas de inteligência artificial capazes de apoiar a tomada de decisões.
Entre os desafios está o crescimento das fontes renováveis, como energia eólica e solar, que traz novas demandas para a operação do sistema elétrico. Em determinadas situações, restrições da rede de transmissão podem exigir a redução ou interrupção da geração dessas fontes, processo conhecido como curtailment.
A partir dos registros históricos disponibilizados, os participantes poderão investigar as condições associadas a esses cortes, identificar padrões e desenvolver soluções capazes de contribuir para a compreensão e redução de seus impactos econômicos e operacionais.
A jornada começa antes da etapa presencial. Todos os inscritos poderão participar de treinamentos preparatórios realizados com apoio da AWS, NVIDIA, ONS e Coppe.
Após essa preparação, os participantes selecionados avançam para o Ideathon e, posteriormente, para a etapa de desenvolvimento interno, quando terão a oportunidade de aprimorar suas ideias e construir as primeiras versões dos protótipos.
O Hackathon presencial será realizado entre os dias 25 e 27 de setembro, no Instituto 12, no Leblon, Rio de Janeiro.
As inscrições para o Hackathon IA Coppe 2026 estão abertas até o dia 4 de setembro.
Confira o cronograma:
Treinamento on-line: 8 a 10 de setembro;
Ideathon: 11 a 13 de setembro;
Desenvolvimento interno: 14 a 24 de setembro;
Hackathon presencial: 25 a 27 de setembro;
Local: Instituto 12 – Leblon;
Endereço: Avenida Ataulfo de Paiva, 120, Leblon, Rio de Janeiro.
Todos os participantes receberão certificados de participação, e as soluções de maior destaque poderão avançar para novas oportunidades de desenvolvimento, incluindo programas de aceleração e outras iniciativas promovidas pela Incubadora de Empresas da Coppe, pela Prefeitura do Rio, pela AWS e demais parceiros.
Fonte: COPPE UFRJ