Accessibility Tools
A contagem regressiva começou: faltam apenas 30 dias para o Nuclear Summit 2026, o maior encontro do setor nuclear do país. O evento será realizado nos dias 23 e 24 de março, na Casa Firjan, no Rio de Janeiro, reunindo especialistas, lideranças institucionais, representantes governamentais, empresas e pesquisadores que estão moldando o futuro da energia nuclear no Brasil.
Consolidado como um dos principais fóruns estratégicos do setor, o Nuclear Summit promoverá dois dias de debates técnicos, painéis temáticos e discussões sobre inovação, regulação, segurança, descarbonização e expansão da matriz energética nacional.
As inscrições estão oficialmente encerradas, refletindo o alto interesse do público e a relevância da agenda proposta. A expectativa é de um encontro marcado por conexões qualificadas, intercâmbio de experiências e apresentação de soluções que impulsionem o desenvolvimento sustentável da energia nuclear no país.
O evento reforça o papel estratégico do setor nuclear na transição energética, na segurança do suprimento e no avanço tecnológico brasileiro, consolidando-se como um espaço fundamental para diálogo e construção de políticas públicas e iniciativas empresariais.
Nos próximos dias, serão divulgadas mais informações sobre a programação, palestrantes e destaques do evento.
Prepare-se para acompanhar tudo o que vai movimentar o setor.
Fonte: IAEA.ORG
No dia 27 de fevereiro de 2026, o Rio de Janeiro sediará o 1º Seminário de Regulação Nuclear Naval no Brasil, evento que marca as celebrações do 8º aniversário da SecNSNQ e se consolida como um marco na agenda estratégica do setor nuclear nacional. O encontro será realizado na Escola de Guerra Naval (EGN), na Urca, reunindo representantes de órgãos reguladores nacionais e internacionais, operadores nucleares e marítimos, além de autoridades e especialistas da comunidade marítima e nuclear.
Concebido como o evento central das comemorações institucionais, o seminário tem como objetivo promover o debate sobre a adaptação segura e harmonizada do arcabouço regulatório brasileiro, os desafios emergentes da área e as perspectivas para o emprego comercial de reatores nucleares modulares nos cenários marítimo e fluvial.
A programação terá início às 8h com credenciamento e welcome coffee, seguida da abertura oficial às 9h. Às 9h30 será realizada a palestra magna com o tema “Regulação Nuclear Naval Internacional”, ministrada por Karine Herviou, Diretora-Geral Adjunta da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica). Na sequência, dois painéis abordarão “A Visão do Regulador no Brasil” e “Perspectivas do Operador no Brasil”, promovendo um diálogo qualificado entre diferentes atores do setor. O encerramento está previsto para 13h10, seguido de brunch e networking estratégico.
Entre as instituições confirmadas estão a Marinha do Brasil, a ANSN, a NucleoBrasil, a Constellation e a Petrobras, reforçando o caráter institucional e multissetorial do encontro.
A iniciativa busca fortalecer a previsibilidade regulatória, a segurança jurídica e a integração internacional do Brasil no campo da energia nuclear naval, consolidando um modelo regulatório alinhado às melhores práticas globais.
A participação é exclusivamente por convite, com inscrições preferencialmente até 11 de fevereiro. O evento contará com estacionamento, Wi-Fi e estrutura adequada para receber autoridades e convidados.
Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. ou pelo telefone (21) 2104-7062.
O INAC 2026, principal encontro do setor nuclear no Brasil, já tem data e local confirmados. De 24 a 28 de agosto de 2026, a Escola de Guerra Naval (EGN), na Urca, Rio de Janeiro, será o ponto de encontro de especialistas, pesquisadores, gestores públicos e lideranças do setor para debater os caminhos da energia nuclear na construção de um futuro mais sustentável.
Com o tema “Energia Nuclear: Átomos para um futuro verde”, o evento promoverá cinco dias de intensa troca de conhecimento, reunindo painéis, palestras e debates estratégicos sobre inovação tecnológica, sustentabilidade, transição energética e o papel da energia nuclear no desenvolvimento científico e econômico do país.
O INAC 2026 se consolida como um espaço fundamental para fortalecer conexões, compartilhar experiências e impulsionar soluções que contribuam para uma matriz energética mais limpa, segura e eficiente.
Salve a data e prepare-se para participar de um dos mais importantes encontros da comunidade nuclear brasileira.
Fonte: ABEN - Nuclear
A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) publicou a Resolução nº 10/2026, que institui seu Referencial Estratégico. Mais do que uma diretriz administrativa, o documento representa o elemento estruturante do sistema regulatório nuclear brasileiro, ao alinhar missão legal, práticas técnicas e governança decisória sob um mesmo marco institucional.
O referencial estabelece três eixos operacionais que passam a orientar a atuação da autoridade reguladora.
Finalidade regulatória
Proteção das pessoas, do meio ambiente e das futuras gerações por meio da regulação independente da segurança nuclear, da proteção radiológica e da segurança física. Na prática, isso significa decisões fundamentadas em análise de risco, aplicação do princípio da defesa em profundidade, fortalecimento da cultura de segurança e adoção da abordagem graduada, proporcional ao risco envolvido.
Resultado esperado
Alcançar credibilidade nacional e internacional no horizonte de até 10 anos. Esse objetivo está diretamente associado à aderência sistemática aos princípios internacionais de regulação independente, consistência decisória, previsibilidade normativa e transparência técnica perante a sociedade, operadores e organismos multilaterais.
Fundamentos decisórios
Segurança como prioridade absoluta;
Independência técnica livre de conflitos de interesse;
Transparência regulatória e prestação de contas;
Ética administrativa;
Equidade e imparcialidade nas decisões.
O Referencial Estratégico passa a orientar o planejamento institucional, os processos internos, a fiscalização, o licenciamento e a tomada de decisão regulatória. Em termos práticos, conecta governança, avaliação técnica e enforcement sob um padrão metodológico único, conferindo maior coerência e estabilidade ao sistema.
A medida consolida o modelo de autoridade reguladora moderna previsto na Lei nº 14.222/2021, que estabeleceu a separação entre as funções de promoção e de fiscalização do setor nuclear no Brasil, fortalecendo a independência regulatória.
Regulação nuclear não depende apenas de normas, depende de coerência institucional, previsibilidade e confiança pública. A Resolução nº 10/2026 representa um passo relevante para o amadurecimento da arquitetura regulatória brasileira e para sua integração ao ambiente internacional de segurança nuclear.
Fonte: Alessandro Facure (Diretor-Presidente da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear)
As Indústrias Nucleares do Brasil (INB) começaram os primeiros testes de fabricação das varetas de combustível que serão utilizadas no desenvolvimento da tecnologia para microrreatores nucleares nacionais. A etapa inicial dos testes foi realizada na unidade da empresa em Resende (RJ) e representa um avanço relevante no desenvolvimento do projeto, que visa à produção futura deste tipo de componente em larga escala.
As varetas de combustível são componentes essenciais dos elementos combustíveis, pois abrigam o urânio responsável pela geração de calor nos reatores, que é posteriormente convertido em energia elétrica. Os primeiros ensaios permitirão à INB antecipar ajustes e validar processos antes do início da produção, prevista para 2027.
O projeto de microrreatores nucleares, que teve início em julho de 2025, representa um esforço estratégico para desenvolver tecnologia nuclear avançada no Brasil, com investimento aproximado de R$ 50 milhões e participação de um consórcio que reúne empresas públicas e privadas, órgãos de fomento, instituições de pesquisa e universidades.
Os microrreatores são projetados como unidades compactas, transportáveis e de baixa potência, com potencial para fornecer energia limpa, segura e contínua a áreas isoladas, comunidades ribeirinhas e pequenas cidades distantes dos grandes centros urbanos.
Representantes das empresas parceiras no projeto também acompanharam as etapas de produção e de controle de qualidade das varetas de teste, reforçando a importância da cooperação entre setores para o fortalecimento da tecnologia nuclear nacional.
Com a conclusão dos testes, o próximo passo será a qualificação dos processos produtivos pela INB e a busca pelas autorizações necessárias junto à Autoridade Nacional de Segurança Nuclear, etapa obrigatória para a produção regular dos combustíveis.
Fonte:Petronotícias